Beatriz,
Eu não sei muito bem como se despedir, sendo que essa é a única coisa que não gostaria de ter feito. Então vou escrever torto, do jeito que tá dando.
Tem coisa que a gente aprende amando, e tem coisa que a gente só aprende se decepcionando. Eu demorei pra entender que as duas podem ser verdade no mesmo dia.
Eu quis. Quisemos muito, quisemos cedo, quisemos de maneira intensa. E hoje eu sei que querer ser intenso o tempo todo pode ser uma armadilha.
Eu tô indo bem.
Mas é o tipo de bem que dói um pouco, às vezes bate saudade e às vezes dói bastante.
Então lembra de mim. Só até onde fizer bem. No minuto em que a lembrança começar a te machucar, para de pensar. Pense só nas boas lembranças.
E se um dia te perguntarem de mim, diz que foi bonito.
Porque foi. Não precisa dizer mais nada.
Calma. Tá tudo certo, de verdade. Dá pra amar alguém e não conseguir pra si o dia a dia disso. Dá pra te querer bem de longe de mim, sem satisfação pra dar, sem nada pra consertar — só torcendo por você, de onde você estiver.
Tchau Tchau Tchau Tchau Tchau
Te amo. De um jeito que não precisa de você de volta.
Tchau